Principais Noticias

6/recent/ticker-posts

Bebê de 2 meses é atingida por cotovelada durante discussão entre casal em Limeira

Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (19), após uma discussão entre um casal em um apartamento no Jardim Olga Veroni, em Limeira. Durante o desentendimento, uma bebê de apenas dois meses acabou envolvida na situação.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo COPOM às 0h57 para averiguar uma denúncia de violência doméstica em um apartamento localizado na Rua João Ciarrochi.

De acordo com o relato inicial apresentado aos policiais, o homem, de 33 anos, teria agredido a companheira, de 27 anos, durante uma discussão. Também havia a informação de que a bebê do casal, de dois meses, teria sido atingida acidentalmente na região do rosto durante o conflito.

Ainda conforme a ocorrência, a mulher informou aos agentes que o companheiro estaria com um canivete e teria se trancado dentro do apartamento com a criança. Com o apoio de outra equipe, os policiais foram até o imóvel e, após verbalização, o homem abriu a porta enquanto segurava a filha no colo.

Foi realizada busca pessoal no suspeito e uma vistoria no apartamento, porém o canivete não foi localizado. Os policiais também receberam a informação de que, durante a discussão, o homem teria se aproximado da janela do apartamento segurando a criança, com o relato de que o corpo da bebê teria sido colocado para o lado externo. Os agentes, entretanto, não presenciaram essa situação.

A bebê não apresentava lesões aparentes relacionadas ao ocorrido. Os policiais observaram algumas manchas avermelhadas na cabeça da criança, mas a mãe informou que elas já existiam e seriam decorrentes do parto. Também não foram constatados outros sinais de ferimentos ou comportamento anormal.

Durante o atendimento, os agentes perceberam aparentes lesões na cabeça e no braço do homem. Inicialmente, a mulher teria relatado que havia sido agredida, porém, posteriormente, durante seu depoimento na delegacia, negou ter sido agredida ou ameaçada e afirmou não ter sofrido lesões durante a discussão.

Segundo a versão apresentada pela mulher, a discussão começou após o companheiro pedir R$ 500 para pagar uma dívida com o pai. Ela teria recusado entregar o dinheiro, pois precisava utilizá-lo nas despesas da casa e dos filhos.

Ainda conforme o depoimento, durante a discussão o homem pretendia sair da residência levando a filha de dois meses. A mulher se opôs, alegando que a criança ainda era amamentada. Durante a disputa pela criança, o homem teria tentado empurrá-la e atingido a bebê acidentalmente com o cotovelo. A mãe afirmou que tudo aconteceu rapidamente e que a criança apenas se assustou e começou a chorar.

A mulher também negou que o companheiro tivesse colocado a filha para fora da janela. Segundo ela, ele apenas permaneceu próximo à janela, dentro do apartamento, segurando a criança e pedindo ajuda aos vizinhos porque estaria trancado no imóvel.

A própria mulher admitiu ter mordido o companheiro e também o atingido com uma panela durante o conflito. Ela relatou que essa teria sido a primeira discussão mais intensa do casal, que convivia havia aproximadamente quatro anos, e afirmou não desejar medidas protetivas de urgência.

Uma testemunha, mulher de 30 anos, apresentou uma versão diferente sobre a situação na janela. Segundo o relato registrado pela polícia, ela afirmou ter visto o corpo da bebê completamente exposto para o lado externo enquanto o homem a segurava com as duas mãos. A testemunha, contudo, não presenciou os demais momentos da discussão.

O homem, por sua vez, negou ter agredido ou ameaçado a companheira e também negou estar portando um canivete. Ele afirmou que a discussão começou por causa dos R$ 500 e que a companheira teria iniciado as agressões físicas com tapas, mordidas, arranhões e uma panela.

Sobre a janela, o homem declarou que estava trancado no apartamento com a filha e se aproximou para pedir ajuda aos vizinhos e acalmar a criança, negando ter colocado a bebê em situação de risco.

A autoridade policial analisou a possibilidade de enquadramento por violência psicológica contra a mulher e, em tese, por tentativa de vicaricídio, diante do relato inicial de que a criança teria sido exposta a uma queda de aproximadamente 15 metros. Entretanto, o próprio despacho destacou que havia dúvidas sobre a dinâmica dos fatos, a efetiva exposição da bebê ao risco e a existência de intenção de matar.

Diante da ausência de elementos objetivos suficientes, como a apreensão do suposto canivete, registros audiovisuais ou documentação médica que confirmasse as versões inicialmente apresentadas, a autoridade policial não decretou a prisão em flagrante de nenhuma das partes.

O homem e a mulher foram ouvidos e liberados. O caso deverá continuar sendo investigado para esclarecer a dinâmica da discussão e os fatos envolvendo a bebê de dois meses.

Postar um comentário

0 Comentários

Publicidade

Ad Code